sábado, 6 de outubro de 2012

Entrevista de Kristen Stewart com “Tu Style” (Itália)

Tenho que ter cuidado de como me comporto quando estou sendo o centro das atenções,” Ela me disse quando a conheci para falar sobre On The Road antes da tempestade. “Além disso, sou mais livre do que as pessoas pensam. Também porque não tenho nada do que se envergonhar.”
Kristen é feroz. Ela usa shorts curtos, saltos altos e uma camiseta com Blondie lambendo um disco de vinil. Seu rosto é sempre sério, quase deprimido, o que contrasta com o olhar ainda adolescente. Ela fala entusiasmada sobre o filme de Walter Salles baseado no romance culto de 1950. “Eu não conseguia esperar para filmá-lo. É…Importante pra caralho,” ela solta. Ela interpretou Marylou, a jovem de caráter desinibida esposa de um dos principais personagens. “Ela realmente viveu, como os outros personagens que são baseados em escritores,” explica. “Luanne Henderson foi casada com Neal Cassidy, que é aquele Dean Moriaty cabeça quente no filme.
Tu Style: Você leu o livro de Jack Kerouac?
Kristen Stewart: Sim, quando eu tinha 14 ou 15 anos, e isso realmente me deu um AVC. Esses personagens são os amigos que eu gostaria de ter tido. Eles são absorvidos em suas emoções no desejo de experiência, como eu.
TS: Você está me dizendo que também se sente um pouco na geração Beat?
KS: Quero dizer, tenho esse desejo ardente de experimentar, superar limites e conhecer pessoas diferentes. É necessário como o ar.
TS: Marylou estava aberta para o amor livre e não o único…
KS: Vá devagar com semelhanças. Sou realmente muito diferente dela. Sou introvertida, eternamente com isso. Ao contrário de mim, ela ri abertamente. Ela oferece-se completamente, ainda sem deixar caras lhe usarem. Sexo e drogas eram seus caminhos para procurar-se e explorar o mundo.
TS: Como se sentiu ao filmar cenas como a masturbação e o sexo?
KS: O que foi transgressor na década de 1950 não é mais hoje em dia. Além disso, sexo e nudez eram elementos tão importantes da história que eu estava pronta para filmá-los quase como isso deveria ter marcado a época na história do cinema…Brincadeiras à parte, o diretor recriou perfeitamente a atmosfera, portanto, tinha naturalidade. Mesmo se eu não vivesse aquilo, podia sentir a energia daquele período: aqueles caras estavam tentando espremer suas vidas até a última gota.
TS: Você também se sente assim?
KS: Sim, a vida é curta demais para parar. Eu quero ganhar experiência; Gosto de escolher e estar com pessoas ambiciosas que me estimulam a melhorar.
TS: Você já foi em uma viagem de carro?
KS: Tive, com um casal de amigos pouco antes de gravar o filme. Foi realmente divertido. Não vou te dizer o quão sujo e malcheiroso o carro estava no final. Mas, quando trabalho não tenho tempo para programar planos. A agenda é muito apertada.
TS: Você está triste ou feliz que Crepúsculo vai acabar?
KS: Foi minha misericórdia, e quem acha que eu estou feliz por ser feita com ele não poderia estar errando. É claro que se eu não tivesse feito qualquer filme no meio destes quatro anos, eu teria me sentido encaixotada. Mas você sabe o que se sente quando partilha uma paixão com milhões de pessoas ao redor do mundo? É uma corrida de adrelina pura. Sou uma alienigena se eu não sentir a energia que vem com o fenômeno mundial. Agora, tenho uma coceira ainda maior para fazer alguma coisa. Quero fazer o meu melhor, e quero fazer isso agora. Não me dê um tempo.
TS: Você nunca relaxa.
KS: Eu relaxo…Mas, estou contente somente quando estiver cansada.
TS: O que você gosta no seu trabalho?
KS: Vejo o cinema como uma grande fábrica e gosto de fazer parte da equipe, de algo que é maior do que eu. Posso parecer cheia de mim mesma, mas quero fazer filmes que toquem e deixem uma marca profunda.
TS: Mas você atuou em outro grande sucesso, A Branca de Neve e o Caçador.
KS: Eu gosto dessa versão da história. Branca de Neve é uma jovem Joana D’Arc, ela é uma guerreira e ainda assim feminina. Acho que precisamos de heroínas como aquela.
TS: Como você se lembra dos dias que começou a atuar?
KS: Eu tinha 9 anos e tive motivações completamente diferentes das que tenho hoje. Meus pais trabalhavam no negócio e quando trabalhei com eles, fiquei entediada. Eu queria um emprego, e o único que poderia fazer naquela idade era atuar. Quando eu tinha 13 anos fiz “Speak”, que pela primeira vez me fez perceber sobre o poder do cinema nos sentimentos das pessoas.
TS: Robert Pattinson também fez um filme de arte… Há alguma rivalidade?
KS: Você está brincando comigo? Estou tão orgulhosa dele!
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