quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

Overcoming por Ellymartins #FANFIC #capítulo13



Capítulo 13

Edward POV
Eu me perguntava até quando iria posar de bom moço. Até quando iria manter a “classe” e não partir logo para a porrada como minha raiva ordenava. Raiva principalmente daqueles dois seres horrorosos que se achavam no direito de se enfiar na vida das pessoas, como se fossem os donos do mundo.
Por que as pessoas simplesmente não cuidavam da própria vida e deixava a dos outros em paz? Será que tinham uma vida tão medíocre e desprovida de emoções que precisavam tentar atrapalhar a dos outros para poderem ser felizes? Acho que algumas pessoas são assim. Não conseguem ser felizes e só ficam bem quando os outros também não estão.
Estou falando obviamente de Mike e Lauren. Tinha a tal Victória, mas ela ainda não me deu motivos para direcionar meu ódio a ela.
O episódio de Lauren em meu consultório eu fazia questão de esquecer. Estava bem claro pra mim que sua intenção era unicamente atingir Bella. Lógico que se de quebra eu tivesse um caso com ela seria bem melhor, pelo menos na cabeça perturbada dela.
Entretanto quem realmente me enfurecia era Mike. Na verdade eu cheguei a pensar que ele tivesse empurrado Bella da escada. Mas ele não chegou a tanto. Só irritou Bella o bastante para que ela se distraísse e acabasse caindo da escada. Portanto ele era culpado da mesma forma.
Como se não bastasse isso ele ainda insinuou que eu tive um caso com Jéssica. Só poderia rir. Como se eu tivesse sequer olhado para outra mulher desde que conheci Bella.
Pelo menos isso foi um incentivo para que Bella contasse toda a verdade a Jéssica. Acho que ela merecia saber.
Eu não sabia o que se passava com essas pessoas: era inveja? Raiva? Ou apenas o maldito preconceito? Por que aquelas garotas estúpidas se achavam melhores do que Bella? Só por que conseguiam andar com as próprias pernas? Ridículas. Eu ficava bem satisfeito por andar com Bella em meus braços.
Entretanto eu não me deixei desanimar com tudo isso, afinal eu prometi que não a deixaria “cair” nunca não é? Por isso insisti em nossa pequena comemoração com os amigos. Na boa, eu não queria aprontar nada. Mas vi a chance de deixar meu recadinho quando vi Mike no pub. Felizmente eu contava com um aliado: Jake.
Ele estava tão puto quanto eu, louco para se vingar. Há nossa hora surgiu quando vimos Mike se encaminhando para a saída. Inventamos a desculpa mais esfarrapada do mundo: iríamos ao banheiro. Obviamente Bella não acreditou, mas também não tentou nos impedir.
Saímos apressadamente atrás de Mike e já do lado de fora do pub, ao nos ver ele apressou o passo. Jake correu e se colocou à frente dele.
–Está indo para algum lugar?
–O que quer?
Eu falei me aproximando.
–Ora... Quanta falta de educação. Nem foi à nossa mesa nos cumprimentar. Nem foi felicitar a mim e a Bella pelo nosso noivado.
–Você é um estúpido Cullen. Acha mesmo que irá conseguir viver eternamente ao lado de uma inválida?
Eu o empurrei, as duas mãos em seu peito e seu corpo foi de encontro ao do Jake.
–Oba... ping pong.... adoro. Agora repete o que falou seu viado.
Jake o jogou de volta pra mim e seu corpo desequilibrado veio tropeçando até trombar em meu peito, bem mais forte que o dele.
–Repete o que falou, franga.
–Dois contra um é covardia.
Eu ri alto e o empurrei de volta ao Jake. Seu olhar começava a ficar assustado e ele visivelmente suava.
–E encurralar alguém portadora de necessidades como Bella é o que hein?
Seu corpo rodopiou antes de chegar a Jake que se aproveitou da posição e lhe enfiou o pé na bunda. Tropeçando novamente ele caiu de joelhos aos meus pés.
–Eu vou gritar. Vou chamar os seguranças.
–Não vai precisar tanto seu frouxo. Eu não vou arrebentar sua cara como você merece.
Puxei-o pela camisa e joguei de volta ao Jake. Ficamos nessa, jogando-o de um lado a outro enquanto falávamos. O medo estava estampado em seu rosto.
–Fique longe da minha amiga seu animal. Eu só não te arrebentei antes por causa dela e da Jéssica.
–E avise a sua amiguinha Lauren também. Eu não estou pra brincadeira Mike.
Vociferei jogando-o para o Jake. Ele se agarrou a camisa dele quando caiu aos seus pés, quase rasgando-a. Furioso, Jake o empurrou com tanta força, mas não em minha direção e sim em direção à parede. Suas costas bateram com um baque surdo e eu fui até ele. Peguei-o pela camisa novamente e ele tentou segurar em meus cabelos. Desviei-me e joguei-o sobre uma montanha de sacos de lixo que estavam a um canto. Jake e eu nos aproximamos e eu apertei seu pescoço.
–Eu poderia muito bem quebrar você inteiro agora. Jake ficaria só olhando. Mas eu quero ver você inteiro. Eu quero que você esteja em boas condições, se é que isso é possível, visto que você é doente. Quero que você me veja casando com Bella. Quero que você a veja feliz. Um dia, apesar do seu preconceito... você verá o que perdeu. Pessoas da sua laia tem seu castigo, mais cedo ou mais tarde. Escreva o que estou dizendo: você ainda irá sofrer na pele tudo o que Bella já sofreu. Só que você irá sofrer ainda mais, sabe por quê?
Ele apenas arfava e olhava de mim para Jake, com medo que um de nós perdesse a calma e o arrebentasse de vez.
–Porque Bella tem amigos e alguém que a ama demais. E você nunca terá isso Mike. Quem não oferece coisas boas também não recebe. É a lei da vida.
Forcei minhas mãos contra ele, empurrando-o ainda mais contra o lixo.
–Está avisado. Fique longe da Bella.
Jake riu olhando para a cara de borra botas dele.
–Vai ficar com um perfume gostoso.
–Vamos Jake. Minha mulher me espera.
Nós rimos enquanto nos afastávamos. Claro que eu queria ter batido... batido muito quando me lembrei de Bella e da dor que ela deve ter sentido quando rolou as escadas.
–Acha que ele toma jeito?
–Duvido. Mas eu queria apenas dar um aviso. Porque se ele aprontar de novo Jake... eu não vou dar tempo para que ele diga: pare.
–Maldito. Ódio que tenho desse cara.
–Mas vamos curtir a noite não é? Pelo menos ele se assustou um pouco.
–E como. Deve ter se mijado todo.
Gargalhamos de novo enquanto voltávamos para o pub.
–Arrume sua roupa... está um molambo.
–E você arrume esse cabelo. Bella vai achar que estávamos nos pegando.
–Sai fora.
Ajeitei meus cabelos e Jake arrumou a camisa enquanto nos aproximávamos da mesa. O olhar de Bella sobre nós foi apenas uma forma de dizer: nem tente me enganar.
–Adianta se eu perguntar por que demoraram?
Sorri. Como se ela não soubesse!
–Não.
–Você nunca esconde nada de mim.
–E não mesmo. Mas outra hora falaremos sobre isso.
Peguei-a no colo e Bella me abraçou.
–Sei que está só cuidando de mim.
Falou baixinho. Eu a encarei... não sei bem, mas sentia algo no ar.
–Eu queria te dizer uma coisa.
Engraçado como são as coisas. Ha poucos minutos eu enfrentava um homem com fúria, defendendo a minha mulher. Não temia nada e não era porque Jake estava comigo. Eu jamais bateria em um homem em desigualdade de condições. Eu simplesmente sabia ser forte por Bella. Mas agora... ouvindo o que ela me dizia... nunca me senti tão frágil em toda minha vida. Nunca esperei ouvir de Bella tudo o que ela me dizia agora. Ela não precisava nem ao menos me dizer claramente um eu te amo, embora já tenha dito várias vezes. As palavras dela tocavam fundo e se eu tinha alguma dúvida de que algum dia poderia amá-la ainda mais... essa incerteza acabou.
Como alguém que já sofreu tanto e ainda iria sofrer, porque eu não poderia evitar sempre, conseguia ser tão forte? Tão senhora de si mesma? Aquele homem bravo de instantes atrás agora não passava de um garotinho entregue às lágrimas, com o coração disparado. Eu precisava sair dali... precisava estar a sós com ela e estreitá-la em meus braços. Nada mais era suficiente pra mim. Eu queria mostrá-la a todo instante o quanto eu amava e como adorava cuidar dela. Mas o que mais eu poderia fazer? Minha mente já não conseguia pensar nada que estivesse à altura dela.
Uma coisa era certa: se eu não me casasse com Bella rápido... eu iria enlouquecer. Era como se ela fosse um órgão vital do meu corpo. Sem ela eu não conseguia viver. Simplesmente isso.
Não falamos nada para nossos amigos. Apenas deixei o dinheiro sobre a mesa, sem nem ter ideia de quanto coloquei ali. Eu acertaria com o Jake depois. Peguei Bella no colo e saímos.
Já dentro do carro, eu nem sabia o que dizer. Meus olhos ardiam pelas lágrimas recentes. E eu nem tinha palavras! Dizer o que? Que ela me desarmou completamente?
–Pra onde estamos indo?
Dei de ombros e passei a manga da camisa nos olhos.
–Não sei. Qualquer lugar. Eu só precisava ficar a sós com você. Preciso te abraçar, te beijar... te amar. Ah... eu já nem sei mais o que faço.
–Está falando na questão... sexual? Está muito difícil pra você?
–Também, mas não é só isso. Vai muito além do sexo, Bella. Eu simplesmente não consigo ficar longe de você. É uma coisa meio louca porque vamos nos casar, eu quero fazer as coisas certas, mas está ficando impossível. É como se me faltasse ar quando estou longe de você.
–Você sabe que não é diferente pra mim. Eu também me sinto assim.
Parei o carro sem nem perceber que estávamos próximos à La Push. Travei as portas e passei meu corpo sobre a marcha, sentando-me ao lado dela no banco. Obviamente ficamos espremidos ali e era isso mesmo que eu queria. Girei um pouco de lado e abraçando seu corpo, fiz o mesmo com ela. Seus braços me envolveram e nossos lábios se encontraram no mesmo instante. Mordisquei seus lábios e depois passei a língua neles antes de pedir espaço em sua boca. Bella aumentou seu aperto em mim quando nossas línguas se enroscaram, se acariciaram. Subi uma das mãos até seus cabelos, erguendo-os um pouco e acariciando sua cabeça com a ponta dos dedos. Bella passou a mão pelas minhas costas e passou sob a camisa, deslizando as unhas em minha pele. Eu suspirei em sua boca, sentindo meu corpo arrepiado assim como o de Bella.
–Edward...
Ela gemeu quando deslizei a boca pelo seu pescoço, beijando e mordendo.
–Eu te quero tanto.
Afastei-me para olhar em seu rosto. Eu via desejo em seus olhos, em seus lábios entreabertos. Minha situação não era melhor do que a dela. Mas eu tinha que ser forte, caramba!
–Não faça assim comigo Bella.
–Eu não tenho culpa se desejo você.
–Mas tem culpa por me dizer.
–Desculpe.
–Não tem desculpa. Isso é muito feio, mocinha.
Ela riu e me beijou. Era apenas uma tentativa estúpida de desviar minha atenção de pensamentos nada adequados.
–Amo você Edward.
–Eu também te amo. Case-se comigo.
–Mas eu já aceitei. Está louco?
–Eu quis dizer amanhã.
Ela riu alto balançando a cabeça. Meu Deus... eu perdia o fôlego somente com esse gesto. Será que era possível morrer de amor? Porque eu estava bem perto disso.
–Você é louco.
–Não sei se sou, mas estou próximo.
Bella ficou me olhando, com aqueles olhos que eu amava e depois tocou meu rosto.
–Você quer experimentar como é cuidar de uma pessoa deficiente?
–como assim?
–Hum... será que seus pais iriam ficar chateados... se eu dormisse lá hoje?
Minha respiração ficou suspensa por uns segundos. Eu estava entendendo bem?
–Está querendo me dizer... que quer dormir... em minha casa? É isso?
–Será muito ruim pra você?
–Eu não posso dizer que será ruim, já que estarei com você. Será... um desafio.
–Isso é um sim?
–Isso é um com certeza.
Falei antes de beijá-la. Desafio era pouco para o que eu iria passar essa noite.
***********
Eu tentava segurar meu riso vendo a expressão envergonhada de Bella. Com certeza ela não estava assim por causa da presença da minha mãe em meu quarto e sim pelo que ela poderia estar pensando a respeito de nós dois.
Ela já tinha ligado para Renné e dito que iria dormir em minha casa. Obviamente ela não foi contra. Sem querer me gabar, todos sabiam que eu cuidaria bem de Bella.
–Tem certeza que não precisa da minha ajuda?
–Obrigada Esme. Mas acho que Edward vai precisar treinar.
–E ele nem está adorando isso não é? Bom... vou deixá-los porque Carlisle está me esperando.
Deu um beijo na testa de Bella.
–Boa noite querida. Durma bem.
–Boa noite Esme.
Deu-me um beijo também, bagunçando meus cabelos.
–Durma bem filho.
–Boa noite mãe.
Bella tomou um banho assim que chegamos. Eu a ajudei, claro, como já tinha feito uma vez. Envolvi seu gesso num plástico e coloquei a mesma cadeira sob a ducha. Enquanto ela se lavava eu tomei meu banho no quarto de hóspedes e vesti meu calção de pijama e uma camiseta. Agora Bella estava apenas com o roupão.
–Tenho uma coisa pra te dar.
Falei enquanto remexia em meu armário e pegava uma sacola dourada.
–O que é isso?
–Abra.
Bella abriu a sacola, colocou a mão lá dentro e retirou à fina e longa camisola preta. Ela me olhou divertida admirando a bela peça.
–Já tinha tudo planejado?
–Hei... você que se ofereceu para me fazer companhia. Claro que adorei. Mas sinceramente...
Sentei-me ao seu lado e segurei sua mão.
–Eu sempre sonhei com o dia em que você viria passar a noite comigo. Então eu a vi numa vitrine e comprei. A vendedora disse que é bastante confortável.
–Ah...a vendedora disse? Espero que ela não tenha experimentado para você ver.
–Ciúmes?
–E não era para estar?
–Claro que não. Porque se ela tivesse experimentado eu não teria comprado, afinal você é muito mais bonita que ela.
–Se eu sou mais bonita quer dizer que ela também era bonita.
Rolei meus olhos e me deitei, os braços atrás da cabeça.
–É bom saber que você sente ciúmes... assim para de me enrolar e se casa logo comigo.
–Mas eu aceitei me casar. Não tenho culpa se vamos esperar nossa casa ficar pronta. Posso vesti-la agora?
–Sim. Vou esperar lá fora.
Enquanto esperava uma ideia muito maluca me passou pela cabeça. Aliás maluca nada. Tanta gente fazia isso, por que eu não poderia fazer? Felizmente eu nunca fui esbanjador e tinha um bom dinheiro guardado. Nada que fosse me fazer falta.
Voltei ao quarto assim que ela me chamou e fiquei parado à sua frente, uma coisa estranha remexendo em meu estômago ao ver a camisola ajustada perfeitamente ao seu corpo. Desviei meu olhar do seu decote e me sentei na cama.
–Está linda.
–Obrigada.
–Voltando ao assunto casamento...
–O que tem?
– E se tivéssemos já um lugar onde morar?
Ela sorriu.
–Já estaríamos casados.
–E se eu alugasse algo pra gente?
–Como?
–Ah sei lá... um apartamento, um flat, qualquer coisa pequena e já mobiliada. A gente se casaria, moraria lá enquanto nossa casa não estivesse pronta... e você acabaria de vez com minha loucura.
–Você não está falando sério!
Eu me levantei e me ajoelhei à frente dela.
–Estou falando sim. Olhe... daqui a dois meses você se forma... então a gente se casa. Quando nossa casa estiver pronta à gente se muda.
–Edward... mas...já está gastando dinheiro para construir e ainda vai pagar um aluguel?
–Que se dane o dinheiro. Tudo o que me importa é ficar com você.
–Meu Deus... isso é loucura.
–Loucura é não te ver todo dia. É não ouvir sua voz, sentir seu cheiro. Diz que sim vai?
Ela ficou em silêncio, me olhando, como se tentasse acreditar que aquilo tudo que eu dizia era verdade.... ou se não era realmente muito louco. Mas não dizem que sempre há um pouco de loucura no amor? Então... essa era minha justificativa.
–O que as pessoas vão dizer?
–Estou me fodendo para o que as pessoas vão dizer. Eu só quero a sua resposta: Aceita se casar comigo logo, imediatamente após sua formatura?
Ela sorriu lindamente.
–Aceito.
Eu sou um idiota mesmo. Tive vontade de sair com os braços pra cima, vibrando feito um jogador que acabara de marcar um gol em final de copa do mundo. Nem acreditava. Em dois meses estaria casado!
–Você acaba de tirar uma alma do purgatório.
Segurei seu rosto em minhas mãos e a beijei, passando minha língua em seu lábio inferior antes de me enroscar na dela. Seu gosto era tão bom que só fazia aumentar minha vontade de beijá-la o resto da noite. Às vezes ela mordia levemente e repuxava meus lábios com seus dentes provocando arrepios em meu corpo.
–Não vai voltar atrás não é?
–Nunca.
Levantei-me e pegando-a com delicadeza coloquei-a deitada na cama. Em seguida tranquei a porta e apaguei a luz, deixando apenas a luminária acesa. Deitei-me ao seu lado, puxando o edredom sobre nós e me virei de lado na cama e de frente pra ela. Segurei em sua cintura e puxei-a para mais perto.
–O pé está legal?
–Sim. Não doí.
–Nem acredito que você está aqui comigo.
–Nem eu. É tão bom ficar com o corpo colado no seu, sentindo seu cheiro gostoso.
Sua mão enfiou-se sob minha camisa, raspando suas unhas em minha barriga. Não consegui segurar um gemido e fechei meus olhos fortemente.
–Bella...
Segurou na ponta da camisa e começou a subi-la fazendo minha respiração disparar feito flecha. Quase sem perceber eu a ajudei a me livrar da peça, jogando-a a um canto qualquer.
Gemi novamente quando seus lábios entreabertos roçaram meu peito, depositando beijos em minha pele. A boca quente e ao mesmo tempo úmida, chupava, lambia e mordia meu corpo acendendo-me imediatamente. Primeiramente eu fiquei estático, ofegante, sem acreditar que Bella havia tomado à iniciativa. Mas eu sai do meu estado catatônico quando ela mordeu meu mamilo provocando reações nada castas em meu corpo. Praguejei baixinho e segurei em sua cintura, apertando-a ainda mais junto ao meu corpo. Desci minha mão encontrando a anatomia perfeitamente redonda e empinada logo abaixo da cintura. Meu pelos eriçaram-se ao ouvi-la gemendo com a boca ainda colada em meu peito.
Já não era possível mais disfarçar o fogo que se alastrava pelo nosso corpo, tanto que roçávamos um no outro, buscando uma forma de aliviar o desejo que a cada toque se tornava mais intenso e urgente. Deixei uma das mãos em seus quadris e Bella fez o mesmo comigo. Eu a puxava contra mim e ela também me puxava contra ela, nosso sexo colado numa carícia luxuriante. Subi a outra mão e ao fechá-la sobre seu monte macio e farto Bella devorou minha boca. Deixei minha língua percorrer sua boca, esquivando-se da dela. Queria percorrer cada canto, sentir seu sabor que já estava me deixando alucinado.
Eu tremia e sentia o corpo de Bella igualmente trêmulo. O calor se alastrava cada vez mais e chutei o edredom, passando as mãos pelo corpo dela, meu olhar acompanhando o percurso, quase ensandecido.
Eu tentava parar ou pelo menos me controlar, mas uma força ainda maior dominava meu corpo. Essa mesma força que me fez descer a alça fina da camisola e segurar seu seio novamente dessa vez desnudo. Evitei olhar pois sabia que se fizesse isso... eu não sei onde iria parar. Eu tinha que ser forte... eu iria resistir. Mas percebi que eu poderia perder quando apertei levemente seu mamilo e em resposta Bella escorregou a mão pelo meu corpo e me tocou onde meu corpo mais gritava por ela. Aprofundei ainda mais nosso beijo, de forma quase violenta, mas nem assim segurei outros gemidos. Bella também não se segurava e gemia contra minha boca, apertando-me cada vez mais.
Sem esquecer meus cuidados eu segurei em sua cintura delicada e girei-a na cama, deitando-a de costas e me coloquei sobre ela, apoiando-me nos cotovelos para não pesar sobre ela. Continuei beijando-a e acariciando seu seio. A outra mão subia sua camisola, alisando sua coxa macia. E Bella... ah... Bella me levando a loucura. Segurou com força em minhas nádegas, forçando minha ereção contra seu sexo.
–Eu te quero Edward... te quero agora.
Foi como um estalo em meu cérebro. Que merda eu estava pensando? Eu prometi, não é? Afastei-me imediatamente e me deitei de costas, ambos arfando e Bella me olhando sem entender.
–Não... eu disse que não seria assim.
–Você também me quer Edward.
–Não com vários quartos ocupados ao lado. E somente quando minha aliança estiver em sua mão esquerda.
–Seu chato.
Eu a olhei de lado, sorrindo levemente.
–Eu não sabia que me desejava tanto assim.
–Pois agora sabe.
–E estou me sentindo poderoso por isso.
–Você sempre soube disso. Eu só... tentava me conter, mas...
–Assim como eu você não está conseguindo mais se segurar não é?
–Exatamente.
Girei na cama ficando de bruços e apoiando meu queixo nas mãos.
–Isso é excelente pra mim. Sei que não irá desistir da minha proposta.
–Já disse que nunca faria isso. Mas tem certeza que vai levar mesmo adiante essa ideia de só depois do casamento?
Eu ri alto.
–Sim. Não vai me levar para o mau caminho.
Ela fez um biquinho que eu tratei de beijar.
–Então me deixe dormir, seu malvado.
–Deixo...
–Vou me virar tá? É melhor pra mim.
–Tudo bem.
Ajudei-a a se virar de lado na cama e de costas pra mim. Abracei-a por trás colando meu corpo ao dela.
–Hum... mas se você continuar nesse estado...
–Eu sei... vou me afastar um pouco ate acalmar as coisas aqui.
Beijei seu pescoço e afastei um pouco, mas sem deixar de abraçá-la.
–Boa noite princesa.
–Boa noite Edward.
–Sonhe comigo.
–Com você eu sonho sempre, mas agora eu quero a realidade.
–Eu também.
Beijei seu pescoço novamente e fechei meus olhos. Não sei como eu consegui me segurar. Agora eu teria uma bela e longa noite em claro. Meu corpo simplesmente não se desligava do corpo a frente do meu. Mas eu iria resistir bravamente. Seguiríamos todo um ritual, era assim que tinha que ser. Mesmo que meu corpo dolorido em determinadas partes me dissesse que era loucura. Afinal, o que eram dois meses? Bom... poderia ser uma eternidade se fosse pensar no meu louco amor e desejo pela mulher ao meu lado.


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