quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Marcados pelo Casamento - Capítulo 14



EDWARD POV


O silêncio predominou quando entrei no carro, logo após abrir a porta do passageiro para ela.
Tabatta: A Kelly não sabe disso, sabe? - porque ela se referia a mãe pelo próprio nome?
Edward: não, ela não sabe. - garanti ofegante. Deus! Ela estava comigo, NO MEU CARRO! - se você quiser, posso te deixar na sua casa... Onde fica?
Os olhos dela me encararam curiosos.
Tabatta: não, eu não quero ir pra minha casa. - sua voz tremia - você é mesmo meu pai, não é?
Nos encaramos diretamente pela primeira vez.
Edward: o que você acha? - ela hesitou por uns instantes, e ficou de joelhos no banco de frente pra mim. Suas mãos foram até minhas bochechas, e ela ficou me encarando. Tão de perto... Eu quase ri.
Tabatta: acho que é. - seu sorriso foi meigo - dizem que as filhas parecem com os pais... E eu pareço com você. Bastante!
Edward: isso é bom? - ela largou meu rosto, e voltou a se sentar. Apanhei a mochila que ela usava, junto com o livro de coloquei no banco de trás.
Tabatta: acho que sim. Eu sempre quis ter um pai assim, de verdade, que todo mundo notasse que era meu pai... - liguei o carro. - mais a minha mãe disse que você não me queria.
Edward: a sua mãe te disse isso? - freei com o carro na hora.
Tabatta: disse... Eu acreditei.
Edward: ela está enganada, muito enganada. - o olhar dela foi brilhante, como se acreditasse em mim. - quer ir pra casa?
Tabatta: não. - falou na hora - se pude nunca mais me deixar lá, eu vou te agradecer.
O que? Nós precisávamos conversar...
Edward: está bem, então. Vou te levar pra minha casa, pode? - ela assentiu.
Tabatta: a Kelly vai te matar quando descobrir. - sua voz soou amedrontada. A minha mulher também vai me matar quando descobrir...
Edward: deixa que eu me veja com ela... Não se preocupe. - sai com o carro. Decidi que não importava que eu tenha tentado inúmeras vezes e perdido no passado. O que importava é que agora eu não era um adolescente idiota, que eu tinha crescido, casado, e era totalmente capaz de cuidar da minha filha.


BELLA POV


Caramba!
Já eram seis, e nada dele! Eu já estava ficando preocupada... Mais o carro passou pelos arbustos do jardim, e meu coração e aliviou.
Subi pro quarto correndo. Eu estava meio envergonhada... Me sentei em minha cama, e fiquei lá, atenta a todos os sons. E foi ai que um em especial me chamou a atenção...
Tabatta: quem é que você queria que eu conhecesse? - meu coração começou a pular dentro de mim. O que estava rolando ali?
Abri a porta do quarto e sai como um vulcão em direção a sala. E quando lá cheguei, Edward estava vindo em minha direção, trombamos um com o outro, e quase fomos ao chão.
Bella: AU! - ele me segurava pela cintura.
Edward: Bella... - seu voz era preocupada - o que foi? Te machuquei?
Bella: não... - falei baixinho, tentando olhar por trás dele.
Edward: tenho duas coisas pra te falar... Uma: o teste deu negativo... - ele sorriu de canto. - duas: Bella, por favor, não fique brava comigo. - suas mãos seguraram as minhas, e seus olhos pregaram-se em meus olhos - eu ia te contar, eu ia mesmo... Só não sabia como.
Aos poucos, saiu de minha frente, e vi Tabatta, a mesma do parque parada no meio da minha sala de estar.
Tabatta: VOCÊ? - ela disse assustada. - não acredito!
Bella: Olá Tabatta... - falei coçando a orelha. Olhei pra Edward - por favor, não fique bravo comigo. Eu ia te contar, só não sabia como.
Ele soltou uma risada entre dentes, como se não entendesse nada, mais se aliviasse.
Tabatta: Então você é irmã do meu pai? - eu e Edward nos olhamos, e rimos um pouco.
Edward: VOCÊS SE CONHECEM? – nenhuma de nós respondeu.
Bella: é uma longa história.
Edward: Tabatta, ela é minha esposa, Bella. - os olhos dela se abriram muito.
Tabatta: Uuuu... - disse rindo - ta, então ta bom. - ela deu os ombros.
Bella: e então, porque não me dá essas coisas aqui, e vem conhecer a casa? - ela assentiu. Edward piscou pra mim... Coloquei a mochilinha dela e o livro que ela carregava sobre o sofá da sala principal, e fomos em direção a casa.
Apresentei a casa toda a ela, e sua reação era meio tímida, apesar de deslumbrada.
A trouxe de volta a sala.
Tabatta: então, como eu devo te chamar? - questionou a mim.
Bella: pode me chamar de Bella, madrasta, tia, o que você quiser. - ela sorriu.
Tabatta: você é bonita. Bella combina com você... - Edward e eu nos olhamos.
Bella: estamos muito encrencados? - murmurei entre dentes pra ela não me ouvir.
Edward: posso ser preso por isso... - falou mais baixo ainda.
Bella: ótimo, ADORO o perigo! - ele riu. - que tal comer alguma coisa, lindinha? - Ela fez carinha de “devo ou não”? - a por favor, vamos... - estendi a mão pra ela.
Tabatta: podemos ir ao banheiro primeiro? Quero fazer xixi! - ela gargalhou baixinho.
Bella: Claro! - ela veio até mim - espera viu? - falei pra Edward que subiu em direção ao quarto - nós, meninas, vamos ao banheiro. - eu e Tabatta fomos ao banheiro, eu a ajudei e enquanto a auxiliava a colocar a maia calça do colégio de volta, percebi que as pernas dela eram marcadas de arroxeados. Como se ela tivesse sido espancada. - você não quer tomar um banho? - eu disse meio preocupada. Aquilo deveria doer...
Tabatta: mais eu num tenho roupas, Bella! - ela terminou de abotoar a saia.
Bella: a minha irmã Brenda ficou aqui comigo umas semanas, e ela deixou umas roupas. Ela é um pouco mais alta que você, mais é magrinha igual... - ela riu.
Tabatta: Ah, então está bem. - ela deu os ombros.
Bella: Olha, aqui é o xampu, o sabonete... - fiquei explicando tudo, depois de ajudá-la a tirar o uniforme - você toma banho direitinho, né?
Tabatta: Bella, eu sempre fiz tudo sozinha... Não precisa se preocupar comigo. - eu neguei.
Bella: você é uma menininha ainda, Tabatta. E a Bella se preocupa... O seu pai também. - abri o chuveiro pra ela - vou pegar a sua roupa, Ok? - ela assentiu quando entrou no chuveiro. Sai do banheiro, e dei de cara com Edward. - quer me matar? - disse entre dentes.
Edward: não antes de você me explicar essa história direitinho. - sua voz era autoritária - Bella, você sabia? E me escondeu o tempo todo... Há, como é que você descobriu?
Bella: Descobri o que? Que você tinha uma filha com uma prostituta e não me disse nada? Acho que quem deveria explicar aqui era você, querido. - aproximei meus lábios dos dele, lhe beijando brevemente. - então o teste deu negativo?
Edward: sim. - falou com a voz baixa - eu não queria que tivesse sido assim... - seus olhos eram tristes.
Bella: eu quero, agora. Quero te dar filhos... Eu adoraria. - seus braços me apertaram um pouco, em surpresa. Eu me sentia em desvantagem. Pela primeira vez me senti assim...
Edward: quer? - falou baixo - podemos esperar...
Bella: ou podemos parar de tentar não ter... - sugeri.
Edward: tecnicamente nunca tentamos não ter... - eu ri. - podemos fazer crianças lindas...
Bella: todas como a Tabatta? - ele assentiu. - ok, começamos mais tarde - ele riu - vou pegar uma roupinha pra ela... Depois, precisamos conversar sério.
Segui meu caminho, e naquela noite, fizemos tudo o que uma família de verdade fez. Dei banho em Tabatta, coloquei uma blusa de Brenda nela e ficou como um vestido. Mais na verdade, até a blusa era em modelo de vestidos; depois jantamos, e ficamos vendo TV.
O estranho é que NINGUÉM apareceu na nossa porta. Ficamos alerta, esperando acontecer a qualquer momento, mais NADA! NADA... Depois de ficarmos contando episódios idiotas da nossa vida pra ela, ela ficou nos dizendo o que fazia na escola.
Parecia que a escola era onde ela mais gostava de ficar...
Ela estava entre nós no sofá, quando adormeceu. Edward tentou levá-la pra minha cama sem acordá-la, mais ela despertou. Ele não se cabia de felicidade por ela estar ali, e aquilo era nítido.
Ela ia dormir no meu quarto. Depois de ela se deitar, nós nos sentamos na beira da cama pra dar boa noite.
Edward: boa noite, filha. - ele disse docemente, com a mão em meu ombro - qualquer coisa é só chamar, esta bem?
Tabatta: Boa noite papai... - falou sorrindo - boa noite Bella. - a mãozinha dela buscou a minha. - eu gostaria de vir aqui mais vezes, eu posso?
Bella: é claro que pode! - falei sorrindo - pode vir quando quiser, na hora que quiser! - mais a expressão dela era de duvida.
Tabatta: a Kelly... Ela vai me bat... - ela se deteve - não vai mais deixar eu vir. Ela disse que o meu pai não gostava de mim... Ela vai ficar MUITO brava quando descobrir que estou aqui.
Edward: isso é mentira, querida. - falou brevemente enraivecido - eu amo você. E não se preocupe, com ela EU ME ENTENDO.
Depois de nos “despedirmos”, Edward e eu fomos para o quarto dele. Fique atrás, e fechei a porta assim que passei, o olhando. Ele tinha uma postura nitidamente descontrolada. Andava de um lado pro outro...
Bella: Edward, por favor, se acalme... - pedi me aproximando dele, colocando as mãos em meus ombros. Ele suspirou com as mãos apertando os olhos, e me olhou, pousando a mão sobre meu queixo mantendo nosso olhar junto.
Edward: Obrigado, está bem? - disse calmo, apenas me olhando. - por não ter feito um escândalo, nem ter se colocado contra mim. Você é a melhor mulher do mundo... É sério!
Ele me abraçou, e me escorei a ele quase chorando contra sua camisa.
Bella: eu só quero te fazer feliz... Sua felicidade é tudo que me importa. - ele assentiu.
Edward: posso te dizer o mesmo... - ainda estávamos abraçados. - você concorda, então?
Bella: em lutarmos pela guarda dela? - falei rapidamente. - É CLARO! Não se preocupe, eu já entrei com um processo em relação a isso... - ele saiu do abraço, mais continuou com suas mãos em minha cintura.
Edward: já? - o olhar dele era confuso - você é rápida, sabia? - ele beijou minha testa - mais além disso, você concorda com AQUILO também? - os lábios dele se repuxaram quando ele disse “aquilo”.
Estreitei meu olhar em direção a ele.
Bella: aquilo, O QUE? - questionei.
Edward: sobre me dar filhos?
Bella: Ah! - me aproximei mais - eu ainda acho que está muito cedo... Você não acha que podemos curtir mais o casamento? - ele assentiu - mais como provavelmente Tabatta irá vir morar conosco - eu não pude evitar de sorrir ao pensar na idéia - vou ter que ficar em casa com ela, sabe como é? Ser uma “mãe”. Então, já que vamos fazer isso assim, podemos fazer o que tanto nossos pais desejam... Um neto.
Edward: está bem, Obrigado! - ele gargalhou, me abraçou tão forte, quase me tirando do chão. - eu tenho uma coisa pra você. - ergui minhas sobrancelhas, e ele piscou.
Comigo entre seus braços, ele foi até o guarda roupas, e apanhou uma pedra brilhante e extremamente marrom. Era lindo, maravilhoso... Era... Indescritível.
Bella: o que é isso? - ele pousou a pedra sobre minha mão. Percebi que sua textura era como diamante, era possível se enxergar através dela, como se fosse um espelho marrom e destorcido.
Edward: o pessoal da escavação encontrou, e perceberam que era diferente. Mandaram para o pessoal do laboratório estudar, e viram que não era nada diferente, era só um estilo de “aborto de diamantes”. - eu ri, revirando a pedra “preciosa” em minhas mãos. - ai quando eu o vi, percebi que eram da cor dos seus olhos.
Meu olhar se desviou para ele, e depois para a pedra novamente.
Bella: meus olhos? - murmurei.
Edward: Aham... - falou sorrindo. - trouxe pra você. Estava pensando se deveria mandar fazer um anel, brinco, colar, ou sei lá o que. Mais sei que você não é muito chegada nessas coisas de jóias - ele deu os ombros, e eu assenti - então eu trouxe, e decidir te dar assim, inteira, pra você decidir o que fazer. O que achou?
Bella: achei perfeito. - eu sorri - você não é como todos os maridos. - nos beijamos.
Edward: você também não é como todas as mulheres...
A partir dali, passamos a noite em claro tentando realizar o desejo de nossos pais, lhes dar um neto. Dar um filho meu a Edward.

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